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Pedindo feedback à colegas de trabalho

28 28UTC Agosto 28UTC 2009 Denis Ferrari

O maior inimigo do profissional de TI é o ego.

Sempre trabalhei em equipes de desenvolvimento pequenas (no máximo 10 pessoas) e a maioria dos profissionais dessa área acham que o bom profissional é aquele que bota o fone de ouvido, abaixa a cabeça e escreve código de 08:00 às 17:00, na verdade essa também é a visão de alguns gerentes (gerentes de empresas que trabalhei e não existem mais).

Há tempos não trabalho em ambientes desse tipo onde a diferença entre a máquina e o homem é o custo, porém, como nem tudo são flores outros problemas surgem, e um deles é a falta de comunicação entre os membros da equipe.

As pessoas acham que pedir ajuda ou pedir opinião de um colega de trabalho é sinônimo de franqueza ou amadorismo, e acabam resolvendo problemas simples de formas complexas ou usando soluções alternativas técnicas de emergência (gambiarras).

Sempre que termino uma tarefa no trabalho, mostro o resultado final para um colega de equipe, dessa forma faço uma validação de tudo que fiz e posso ganhar de bônus dicas de melhorias (que serão implementadas nessa tarefa e na próxima). Melhor do que o feedback do colega é a troca de informação, se todos os membros da equipe fizessem o mesmo o projeto teria uma codificação quase unificada, ou seja, um estilo único de trabalho e não o estilo do João ou do José.

Comunicação é a base para um ambiente produtivo e de qualidade, ou seja, pedir feedback ao colega de trabalho não é sinônimo de amadorismo e sim de profissionalismo.

E você? Quando foi a última vez que pediu um feedback à alguém do seu trabalho?

Agora vou terminar meu cappuccino e ir pra aula.

Abraços!

  1. Clauber
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 3:03 AM | #1

    Trabalho com design e vejo a mesma coisa. A opinião do colega (ou do cara que trabalha em outro setor, se for possível, é melhor ainda!) vem de um olhar menos viciado que o meu, o que me dá condições de avaliar de maneira mais próxima a visão do usuário. Infelizmente alguns não entendem, me julgam inseguro e subestimam o trabalho.

  2. Fabricio
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 4:49 AM | #2

    Bem, opiniões são importantes, mas quando se pega uma empresa realmente com uma diretiva de trabalho, uma linha que norteie toda a programação, não tem muito o que conversar, aí vai mesmo da experiência de cada um em sua área. Um bom brainstorming antes de se começar a digitar freneticamente ajuda muito.
    Então, discordo um pouco, às vezes, o cara que fica lá com seu fone, mas bem focado no que está fazendo, pois já houve a discussao sobre o que deve ser feito, pode render bem mais do que aquele que pára a todo momento para fazer as perguntas que deveria ter feito ANTES de começar a digitar alguma linha.
    Exemplo disso é programar para empresa como a Petrobrás, que exige que seja seguido manual, que dirime todas as funções a sere utilizadas, padroes normatizados para nomes, variáveis, etc. Fora as reuniões de brainstorming. Já participei d eprojeto desse tipo e é um outro nivel. Bem diferente de todos os lugares em que trabalhei.

  3. Kátia
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 1:12 PM | #3

    Em tempos de correr contra o tempo, esquecemos que o colega de trabalho é exatamente o que essa expressão diz: colega de trabalho. Não um colega de “happy hour” nem amigo da faculdade, portanto os assuntos profissionais deveriam permear toda e qualquer conversa, inclusive opiniões de atividades realizadas por outrem.
    O olhar de um profissional de outro setor seria ideal, uma vez q não está condicionado, no entanto, virar para o lado e pedir um “feedback” é enriquecedor e faz crescer quem escuta e quem fala, além da empresa, claro..

  4. Luis Eduardo
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 2:33 PM | #4

    Olá Denis, blz!
    Tendo em vista que, ao desenvolver um projeto, todos da equipe tem de estar focados nele, concordo plenamente em dividir opiniões e até “dicas” que possam ajudar-me em algum. Para isso busco, dependendo pro projeto, buscar opiniões de aréas diferentes ao projeto, para ter além de uma avaliação profissional, ter também uma avaliação “cliente” sobre o mesmo.
    Claro que, as vezes, as opiniões são meio “sem fundamento” ou “não tão construtivas”, mas dai vai do responsável, filtrá-las para ver o que de melhor lhe serve. Lógico que nem sempre aceitando somente as criticas positivas, pois com algumas “criticas negativas” vemos um percurso melhor pra um certo projeto ou tarefa.
    Finalizando, sempre é bom ter um “feedbacks”. Filtrá-los e aceitá-los é uma questão de bom senso. E vamos pensar.. de estamos em um ambiente de desenvolvimento harmônico, as opiniões sempre serão para o crescimento geral.

  5. Daniel Piazzini
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 3:33 PM | #5

    Dênis, parabéns pelo seu trabaho. Compartilhar a informação, o conhecimento engrandeçe não somente a quem recebe, mas principalmente a quem o faz.

    Um abraço
    Daniel Piazzini

  6. Weverton Augusto
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 9:48 PM | #6

    Fala Denis!

    Concordo com o seu pensamento. Não adianta eu terminar o meu trabalho o mais depressa possível, mesmo seguindo todos os padrões. O risco é entregar o sistema cheio de falhas sem a revisão adequada.
    Quem perde com isso:

    Cliente: vai pedir a revisão do sistema;
    Empresa: vai perder projetos novos por causa da revisão;
    Funcionário: vai perder produtividade revisando o sistema.

    Um abraço

  7. Thiago Santos
    31 31UTC Agosto 31UTC 2009 às 10:27 PM | #7

    Olá Denis!

    Muito bom o assunto!

    Acredito que uma evolução disso é o PROGRAMAÇÃO EM DUPLA tecnica usada no XP. Mas até mudar a cabeça de alguns Gestores vai demorar muito. Bom feedback é tudo tanto na Horizontal (colegas) como na Vertical(Gestão).

    Um abraço

  8. 1 01UTC Setembro 01UTC 2009 às 2:06 PM | #8

    Acredito na troca de informações. Também concordo que perguntar ao colega de trabalho não é amadorismo.
    No entanto não concordo que a pessoa, em todas suas dúvidas ou implemntações deva parar para perguntar. O ideal é ter uma equipe para revisão.
    Acredito que se de alguma forma um profissional tem esse costume, se assim posso dizer, o processo pode estar com algum equiívoco. Ou não houve uma reunião que gerasse um bom entendimento a todos ou o profissional está com algum tipo de dificuldade.
    O compartilhamento das idéias sempre será um ponto positivo… com moderação(no sentido de parar a todo momento), caso contrário não há produtividade.

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